domingo, 15 de abril de 2012

Linha tênue


Ando pela linha tênue das minhas virtudes
E dos meus pecados... Não me tente...
Para cruzar esta fronteira
Não é preciso muito esforço
Tua boca em mim
Minha mão em teu corpo
Sem nenhum sacrifício
Faço de você meu vicio
Não me invente
Sou fera adormecida
Pronta para te devorar

A cada dia
Nasce em mim
Mais de uma poesia,
Que cresce, amadurece.
E por completo me toma
Mas morrem sem ao menos
Vir a tona,
Saio com uma
Mas durmo com outra poesia
Deixando que me possua
Quando acordo não
Estou com nenhuma das duas.
Já existe uma terceira
A envolver o meu corpo
Embalando minha mente
E assim tal qual homem
Com varias amantes
Escrevo e sigo em frente
Versando sobre as mesmas coisas
Mas de forma sempre diferente

Gilson Costa 

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